Planetas com oceanos podem ser mais comuns do que pensamos

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A hipótese foi colocada há alguns anos, e a resposta - teórica - chega agora: muitos dos exoplanetas conhecidos podem ser mundos oceânicos e, logo, candidatos na busca por vida extraterrestre.

Através de uma análise matemática de algumas dezenas de exoplanetas conhecidos da Via Láctea, incluindo planetas do sistema TRAPPIST-1, cientistas da NASA descobriram que mais de um quarto podem ser “mundos oceânicos”. Lynnae Quick e a sua equipa consideram que a maioria, possivelmente, abriga oceanos sob camadas de gelo superficial, semelhante ao que já se sabe que acontece com Europa e Enceladus. Os dados indicam que estes exoplanetas podem, inclusive, até estar a libertar mais energia do que as luas de Saturno. Os cientistas podem um dia ser capazes de testar as previsões de Quick medindo o calor emitido de um exoplaneta ou detetando erupções vulcânicas ou crio-vulcânicas (líquidas ou de vapor em vez de rocha derretida) nos comprimentos de onda da luz emitida por moléculas na atmosfera de um planeta. Por enquanto, não é possível ver muitos exoplanetas em detalhe, já que estão muito distantes e ofuscados pela luz das suas estrelas. Mas, considerando a única informação disponível - tamanho, massa e distância das suas estrelas - cientistas como Quick e seus colegas podem explorar modelos matemáticos e os conhecimentos já adquiridos do sistema solar para tentar imaginar as condições que poderiam estar a transformar exoplanetas em mundos habitáveis ​​ou não. Embora as “conclusões” resultantes destes modelos matemáticos, por enquanto, não passem de suposições, podem ajudar os cientistas a restringir a lista de exoplanetas candidatos à procura de condições favoráveis ​​à vida, para que o futuro telescópio James Webb ou outras missões espaciais depois possam depois acompanhar estes e outros avanços  

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